Reunião Solene para comemorar os 188 anos da Assembleia Legislativa, na noite desta segunda, destacou a contribuição da Casa para os avanços que marcaram a história de Pernambuco e do Brasil ao longo de quase dois séculos. Parlamentares, servidores e autoridades representando o Governo do Estado, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública se reuniram no Auditório Sérgio Guerra para celebrar a festa mais importante no calendário de eventos do Legislativo.
Ao fim da celebração, foi realizado o tradicional corte do bolo de aniversário, que contou com a presença da governadora do Estado, Raquel Lyra, além de deputados, autoridades e funcionários da Alepe. A cerimônia desta segunda deu continuidade à programação do aniversário de 188 anos da Alepe, que foi marcada pelo passeio ciclístico PedalAlepe, realizado no último domingo.
A cerimônia foi aberta com o pronunciamento do presidente da Casa de Joaquim Nabuco, Álvaro Porto, do PSDB. “A Assembleia Legislativa de Pernambuco foi e continua a ser uma Casa que, além de legislar e fiscalizar, acolhe anseios, assegura direitos e, principalmente, viabiliza conquistas da população pernambucana”, destacou o deputado no discurso referente à data.
O presidente da Alepe lembrou que o Poder nasceu durante o Império, em 1835. Segundo o deputado, “viu nascer a República, atravessou o Estado Novo, a Era Vargas, a primeira redemocratização, a ditadura militar e abraçou a segunda redemocratização”. A contribuição de ex-presidentes da Alepe no sentido de engrandecer o Legislativo foi exaltada por Álvaro Porto.
A líder da Oposição na Alepe, Dani Portela, do PSOL, também foi à tribuna celebrar a data. Historiadora por formação, a parlamentar exaltou o papel do parlamento como “celeiro” de ideias revolucionárias de grande impacto na trajetória política de Pernambuco e do Brasil. Uma casa legislativa de avanços e retrocessos, na análise da parlamentar, que lembrou a aprovação de uma lei classificando o Maracatu como “dança de pretos escravos que provo cultura negra que provocavam a desordem social”. “Mas, ao longo desses mesmos 188 anos, vimos essa Casa valorizar a cultura negra e fortalecer várias iniciativas de religiões de matriz africana, afinal, estamos num estado laico, e numa Casa que ela é diversa e ela é plural”.
Dani complementou que foram necessários 112 anos para que o Legislativo pernambucano contasse com a primeira deputada estadual eleita, Adalgisa Cavalcanti. E mais 185 anos para que a primeira mulher transexual e travesti, Robeyoncé Lima, ingressasse no Poder, por meio do coletivo Juntas, outro pioneirismo na história da Casa.
Na sequência, o líder do Governo, Izaías Régis, do PSDB, fez discurso enfatizando a importância da instalação da Alepe, em 1º de abril de 1835. O deputado afirmou que a data simboliza mais que um registro histórico, marcando a consagração do estado democrático de direito. “Sem democracia não há progresso possível. Apenas com a liberdade e o absoluto respeito às diferenças podemos conseguir uma sociedade livre, justa e solidária, conforme determina a nossa Constituição”.
Régis ainda ressaltou o papel dos servidores da Alepe. Para o deputado, os funcionários são “o coração e a memória da Casa”. Além de pronunciamentos, a cerimônia foi pontuada por apresentações musicais. O Coral Vozes de Pernambuco, formado por servidores do Legislativo estadual, entoou obras do cancioneiro regional como “Ai, que saudade d´Ocê, composição de Vital Farias.
O grupo Virtuosos deu continuidade à parte musical da Reunião Solene, trazendo músicos como Maestro Spok, Beto Hortis e Cláudio Almeida.
A contribuição dos servidores da Alepe ao fortalecimento do Poder ganhou realce durante o evento solene. Antônio Pedro de Albuquerque Simões, Brivaldo Eretiano da Silva, Cássia Maria Vieira Ferraz, Jovêncio Marques Pereira, Maria do Socorro Procópio e Rosângela de Almeida Farias foram escolhidos para a homenagem da Mesa Diretora. Eles receberam placas comemorativas em alusão aos 188 anos da Casa. Apenas Antônio Pedro, servidor efetivo, não pôde comparecer à cerimônia, por motivo de saúde.
Maria do Socorro, servidora homenageada que trabalha na Alepe desde 1974, discursou em nome dos colegas. Ela afirmou que esse é um dia de reflexões e lembranças de quem passou pela construção da história da Casa. “Temos orgulho de sempre termos correspondido à altura à responsabilidade de servir nesta Casa ao povo pernambucano, uma Casa que sempre nos acolheu e acolhe”.
O presidente do Sindilegis-PE, Ítalo Lopes, fez uma saudação em nome de todos os servidores. Refletindo sobre a data histórica, ele destacou a relevância da Alepe para a formação de lideranças políticas, citando que o Poder ofereceu ao estado diversos prefeitos que transformaram as vidas de seus municípios, além da governadora Raquel Lyra, da vice-governadora Priscila Krause e da senadora Teresa Leitão, na atualidade.
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